"Eu Não Sou Bom o Suficiente"
- carolinaalberton
- 3 de dez. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 5 de dez. de 2024
Ansiedade e Insegurança

A ansiedade muitas vezes se manifesta como um sentimento profundo de insegurança, acompanhado pelo pensamento recorrente: "Eu não sou bom o suficiente." Esse padrão está enraizado não apenas em crenças cognitivas, mas também em padrões corporais, revelando como mente e corpo estão intrinsecamente conectados.
Na psicologia corporal, Wilhelm Reich, um dos precursores da abordagem, descreve como emoções e traumas são armazenados no corpo na forma de tensões crônicas. Essas tensões, chamadas de couraças musculares, surgem como defesas inconscientes diante de experiências de rejeição, crítica ou frustração na infância. Quando essas memórias ficam "presas" no corpo, reforçam a sensação de inadequação e alimentam a ansiedade.
Alexander Lowen, criador da Análise Bioenergética, complementa essa visão ao afirmar que a postura e os padrões respiratórios de uma pessoa podem refletir sua autopercepção. Ombros curvados, respiração superficial e um peito "fechado", por exemplo, podem indicar medo de se expor e um desejo inconsciente de se proteger do julgamento externo. Esses sinais corporais muitas vezes reforçam internamente a ideia de que "não somos bons o suficiente", criando um ciclo de insegurança.
Como Lidar Melhor com a Insegurança e Ansiedade?
Uma maneira prática de romper esse ciclo é trabalhar simultaneamente a mente e o corpo. Aqui estão dois passos importantes:
Trabalhe a Conexão Corporal
A prática de exercícios de grounding (enraizamento) ajuda a trazer consciência para o corpo e aumenta a sensação de segurança. Experimente ficar em pé, com os pés firmes no chão, e realizar uma respiração profunda e lenta, prestando atenção às sensações físicas. Essa técnica ajuda a liberar tensões e promove a sensação de estar presente e confiante.
Questione os Pensamentos Limitantes
Sempre que surgir o pensamento "Eu não sou bom o suficiente", pergunte-se:
De onde veio essa crença?
Quais evidências reais existem para sustentá-la?
Qual seria uma maneira mais compassiva de enxergar minhas capacidades?
Ao integrar práticas corporais e questionamentos cognitivos, você pode começar a reconstruir a relação com sua autoestima e enfrentar a ansiedade com mais leveza. Afinal, a força para superar a insegurança não vem de sermos perfeitos, mas de reconhecer e aceitar nossas imperfeições como parte da experiência humana.


